Dor

sábado, 28 de novembro de 2009


"(...)But my thoughts you can't decode(...)
(...)Do you see what we've done?
We're gonna make such fools of ourselves.." ♪



Saber a verdade é doloroso.

É como se eu tivesse com mil agulhas penetrando cada minúsculo poro do meu corpo!
Como se uma pedra gigante esmagasse meu coração,ou uma corda me prendesse a respiração.
Saber que, definitivamente, não liga a mínima, e que nada é como eu via me faz desmoronar lentamente por pedras pontiagudas.
Uma tortura que pertuba meus pensamentos e me pesa a alma.
Afinal, eu achava sinceramente que estava aprendendo de novo a rir verdadeiramente. Que era você quase minha salvação.

Toda manhã um pesadelo.
Toda tarde, carros passando desenfreadamente com uma velocidade de enlouquecer.
A mesma velocidade que os meus pensametos rodeiam minha cabeça, que minhas lembranças me maltratam.
Mesma velocidade que seu nome percorre meu sangue quente, e me estremece as vertebras.

Ao anoitecer, com menos carros nas avenidas, e sem o barulho ensurdecedor, a serenidade do cenário de volta é o seu semblante refletido. A segurança dos seus braços, que com tanta frequência eu tinha.

Cada prédio que passa lentamente por mim, é uma lembrança dos erros que cometi vida fora. Vejo nitidamente cada um passar por mim, toda uma vida de impulsos.
Então, fico a me perguntar, se o que acontece agora, é reflexo de um passado errôneo, ou se é apenas um castigo pelos descasos e maltratos que causei.

Como eu disse, é doloroso demais decodificar a verdade.
Doloroso saber que nada mais era como antigamente,
mais ainda... sentir quanta falta me faz. O sufoco.
E mais doído é quando eu penso, como foi que eu perdi tão rapidamente algo que eu sempre quis,
e só não me dei conta, que agora eu tinha.

TINHA!


Não crer no óbvio, me parecer ser a melhor maneira de levar as coisas!

Revelações

terça-feira, 24 de novembro de 2009


I'm taking it slow Feeding my flame
Shuffling the cards of your game
And just in time In the right place
Suddenly I will play my ace " ♪


As coisas não eram pra ser assim, não precisa! O que mudou?
É como se você quisesse dizer alguma coisa. Eu vejo em seu olhar!
Não negue! Eu não sou louca!
Áh sim, é isso? você quer respostas?
Então pergunte, eu não tenho uma bola de cristal, e essa de sempre eu ter que adivinhar as coisas, me dão ao menos 20 anos a mais, e eu não quero envelhecer tão rapidamente, por uma coisa que aparentemente não tem futuro! Pra que antecipá-lo então?

Sim.
Respostas!
Ok. Quer que eu comece por onde?
Pois bem....

Sim,eu gosto.
Sua companhia me faz bem, me acalma, me alegra, me diverte.
Pelo tempo que ficamos juntos, parece que toda a solidão, a única que me faz companhia diariamente, foge!
Bem isso mesmo. Não resisto a você. E isso, se quer saber nem é incondicional. Eu realmente não quero ter que resistir. Por que isso significaria que estava fazendo você se apaixonar por mim, e eu não quero.
É cruel demais!
Não se apaixonar, mas a forma toda!
Vocês tem mania de querer quando eu não ligo a mínima. Mania de amar quando eu não quero mais amar. Quando eu piso, quando eu calculo mediculosamente cada fala, cada palavra, cada movimento, cada jogada de cabelo! Isso não é certo. E olha que a parte psicopata costuma caber a mim!
Daí eu descubro que existe gente mais masoquista ainda, e isso sim me dá calafrios.

O que sinto?
Bom... é complexo.
Seu cheiro me atrai, como um predador que quer a atenção da presa.
Seu tato, me arrepia e me paralisa.
Suas palavras me dopam.
E seu beijo me domina tão avassaladoramente, que não me reconheço.
O resto sabemos bem de cor, e não cabe [aqui] comentar, tanto porque, as palavras voam ao vento, e se outros soubessem morreriam de inveja, meu amor!

Ah, como adoraria acreditar em todas essas palavras.
Suas mentiras me dominam muito mais do que suas verdades.
Queria uma overdose delas!
Mas no fim, tudo se inverte, quando o inocente era pra ser você, e a dominadora...bom.. essa não existe mais!

Bebo mais um gole do meu chá, que já se encontra quase frio, depois de todas essa performance.
No espelho do banheiro, o discurso parece mais verdadeiro do que seria na real.
Faço como se o cão covarde virasse o Lobo mais feroz e tirano do mundo.
A coragem que não combina com meu batom vermelho, que nunca existiu.

Parece que isso tudo é um jogo.
É um jogo...
mas não o meu.
Como eu disse, mas uma vez tudo se inverte...
vou levando com calma...

embaralhando as cartas do teu jogo,
alimentando com elas minha chama...

e um dia,
na hora certa..
no lugar certo,
Talvez...




... eu jogue meu Ás!







"Quando chove ou quando faz frio"...

terça-feira, 3 de novembro de 2009


"Teus sinais
Me confundem da cabeça aos pés
Mas por dentro eu te devoro
Teu olhar
Não me diz exato quem tu és
Mesmo assim eu te devoro"

Desse clima que eu gosto.

De não saber de nada,
mas saber de tudo ao mesmo tempo!

Eu fico brava,
e falo o que não devo.
Só que lembro,
que eu tô me enganando.

Não estou brava,
não quero estar!

E a chuva continua caindo lá fora!

Chove muito,
quando eu tô brava.
Chove pouco,
quando resolvo deixar passar.

E então,
parece que chove pouco, e para..
só pra vê se você foge pra perto de mim.

Perigo!
Toda essa mistura de chuvas, bravezas e .. fugas.
Porque esse ritmo de chuva,
essa intensidade toda, transfere pra gente!
Quer estejamos perto,
quer estejamos longe!

Inspira,
se é que me entende!
Eu sei que entende.
Você disse,
a gente combina, tanto,
que parece mentira toda essa loucura
que a gente sabe inventar!

E então a nossa cadência é essa:
nem muito, nem pouco.
A medida certa da balança,
que faz ficar essa coisa gostosa, que não quero perder por nada!

Mas, é tudo tão cedo!

Sim é cedo.
Quem foi que disse que
o tempo faz diferença!?

No máximo prova quem é quem,
e olhe lá!

E no momento,
ele apenas tem servido pra deixar tudo cada vez mais interessante
e gostoso!

Intensamente.

"Mas, se quer saber se quero outra vida
Não, não
Eu quero mesmo é viver,
pra esperar, esperar
Devorar você!"
(Djavan)

Descoberta!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009



"Antes eu não pensanva em você,
agora tudo é uma lembrança sua!"



Então é assim que se descobre?

É assim que se percebe que realmente gosta e valoriza a companhia?
Quando fica sem ver?
Sem falar?

Quando mais se precisa?
Quando eu tô aqui e você, lá!?

E eu fico aqui com o coração vazio,
esperando você falar um "oi"...
e minhas madrugadas insones, são inquietantes, quando não te vejo!

Não precisa nem estar perto,
basta assim, estar!

O fato de saber que existe, que está perto, e que pode ao menos falar...
é muito maior do que o fato de saber que gosta!
Eu não preciso que goste,
eu não preciso de amor!

Tá!
Eu preciso de amor, confesso.
Mas preciso de amor e não de paixão,
que essa a gente sabe fazer de cor, quando se olha!
Eu preciso de carinho,
aquele que acalma, que se dá sem pedir nada em troca.
Que se pede pra ver,
e que fica de nhem nhem nhem.

Carinho de palavras,
de recados,
carinho de carinho!

Onde está você,
que não vejo, não ouço, e não tenho!?

Rá, oras..
o que estou falando..
Eu realmente sinto falta!?

Ok.
Eu sinto!
E sinto muito por todas as palavras e ondas.
Eu estou aqui.
Você lá.

Eu estou imóvel,
você livre.
E como será...
o tempo longe dirá!

sábado, 10 de outubro de 2009

" (..)losing my mind,
it's all your fault.
I'm breaking the rules,
don't really care if I get caught. "
(Obsessed - BoA)

E então eu chego.

Chego e tento não olhar.
Tento fingir que não existe nada!
Aparento imparcialidade, ou pelo menos acho.

Mas, então você abre aquele sorriso, (que eu amo!).
E então, você move o cabelo daquele jeito que só você move.
Já não consigo evitar, e dou uma leve olhada!

E então, você da uma piscadela, e de novo sorri.
Agora eu já não consigo disfarçar tanto. Dou um sorriso amarelo, e um tchauzinho sem graça.
Você chega perto,
Eu tremo.
Dá um beijo no rosto,
e eu sufoco.

Voltando a respiração normal,
você pergunta do seu cabelo....
Ai, o seu tique do cabelo que me irrita, mas que é só seu.
E então eu ajeito e digo, igual uma besta, que está lindo!
E então você de novo sorri, e pergunta se eu sinto saudades...

ora,
saudades??

Poderia passar horas e horas falando tudo que se passa na minha mente.
Tudo que eu imagino e adoraria que fosse!
Mas, daí, as palavras me fogem...
faço cara de desentendida, fico vermelha... e pergunto: "Who knows?!"
"You knows!"

Yes, I know.
Então, eu guardo minhas idéias e sentimentos pra mim,
e sigo remoendo, um sentimento remoído!
É melhor assim, como você disse, que eu e nem você saibamos de nada.

Obesessed.
É isso que escreve na minha testa, quando você sorri, garoto conquistador!

And, this, you know!

Superioridade!

domingo, 27 de setembro de 2009


"Now the deed is done
As you blink she is gone
Let her get on with life
Let her have some fun"

E então você aprende que,
amor verdadeiro é de pai e mãe.

Aquele que você ama incondicionalmente,
sem esperar nada em troca.
E que os outros amores,
são apenas amores que são da boca pra fora!

E você acredita em mentiras sinceras.
E você para e pensa que acredita em tanta coisa que não vale absolutamente nada!

E então você percebe que,
de nada adianta um amor, se você não está de bem consigo mesmo.
O maior amor é o que você sente por você mesma, e depois pela família, e pelos amigos.
Os amores carnais, são apenas... carnais.
E não devem ser nunca levados a sério demais.

Não se mate por um cara! Ele não vale tudo isso.
Não chore, não desabe, segure o mundo para que ele não caia.
Apenas esteja de bom-humor, e numa fase que você se olhe no espelho e diga:
'é meu bem, devo ser bem mais eu mesmo!"
e Ria da cara da pessoa que acha que te faz de palhaço, porque o mal do esperto, é achar que os outros não são!

A culpa não é sua.
Nada com você!
Afinal de contas, você não tem culpa das projeções (toscas) dele!


E o que importa isso,
se no final... é de você que ele sente saudades?


E então,
quando ele acordar pra vida...
você apenas vai acordar pro fato de ..
de que ele era apenas mais um...
mais um jogo.
E que queria tanto que perdeu a graça!


E aí,
quando ele tentar de novo, uma reaproximação...
dê um gargalhada extrema (interiormente) e diga:
Amiga, he was so 5 seconds ago!
 
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